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A Responsabilidade das Elites na Construção de uma Sociedade Solidária

      “Somente no Brasil é possível realizar um evento como esse, de religiões diversas, com essências de diversidades humanitárias, culturais, espirituais e sociais”. A declaração é do monge Shôjo Sato, do Chin Budismo Terra Pura, feita nessa quarta-feira dentro do 1º Fórum Espiritual Mundial. O monge foi palestrante do painel “A Responsabilidade das Elites na Construção de uma Sociedade Solidária”.

      Sato lembrou Buda, que dizia ser a luz da criação igual para todos, independente de ser rico ou pobre. Para ele, as diferenças e os problemas ocorrem em qualquer classe, inclusive na elite. O monge explicou que Buda foi um grande universalista e sempre defendeu que as organizações têm lógicas próprias.

      Já Rodrigo Rocha Loures, Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, diz que na responsabilidade das elites na construção de uma sociedade solidária está inclusa a responsabilidade de buscar o desenvolvimento do ser humano.

      Como empresário, Rocha Loures entende que é possível, por meio da cultura organizacional, uma empresa desenvolver talentos. Para ele, isso deve estar inserido no espírito de transformação das empresas.

      O empresário afirma que as atividades espirituais estão conectadas às essências mais profundas em uma sinergia de cada pessoa consigo mesma. Diz ainda que o papel das elites é facilitar, nas organizações, a integração dentro de um conceito tecnológico, para que todos possam alcançar o estado de plenitude e a liberdade de expressão, podendo, assim, dar brilho à vida.

      Alexandre Rosenwald, médico psiquiatra, abordou a responsabilidade das elites, afirmando que “O mundo precisa de paz. Estamos passando por uma crise de valores humanos, uma crise de falta de solidariedade”.

      “Essa palavra tem uma importância muito grande”, ressaltou o médico: “solidariedade é se tornar sólido. Solidariedade é a base que podemos dar para nossos irmãos para que eles possam ser felizes, para que eles possam estar sem fome, sem necessidades, e possam sair da adversidade financeira, pessoal, profissional e até espiritual”.

      Rosenwald não poupou elogios ao evento, destacando a importância da valorização do ser humano. “A paz representa o florescimento da primavera, e somente o encontro dos homens com a fraternidade fará com que encontre o verdadeiro amor” concluiu.

      Segundo Roberto Crema, psicólogo, “A vida é o que fazemos dela”. Disse também que “O (dicionário) Aurélio define elite como sendo o melhor de uma sociedade”. Mas isso depende de cada ponto de vista: “se tivermos uma visão materialista, vamos ver a elite como o poder econômico. Se tivermos uma visão mais ampla, vamos perceber que o ser não é só matéria, é também alma, mente e emoção; devemos ter a visão da grandeza da alma, despertando o potencial do valor espiritual”.

Amália Palma
Assessora de Comunicação do Fórum Espiritual Mundial

 

 

 

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